30/05/08

Iarnuôuuuuuu...

Eu tenho um carro econômico e mesmo assim preciso encher o tanquinho do dito cujo duas vezes por mês. Claro que isso se deve a meu trabalho ser no meio da puta que o pariu, num lugar perto de nada (o Frederico diz que é perto da casa dele, mas ok, lugares civilizados como Paulista e Centro também são, então não vejo vantagem). Enfrento trânsitos homéricos de modo a chegar nessa No Man's Land que é a Barra Funda, e claro que não faço isso feliz.

Ontem eu estava com uma vontade incomum de ir pra casa da minha mãe depois do trabalho. Incomum mesmo, eu queria deitar na minha cama de solteiro com meus quatro cachorros malcriados, meu laptop e um pratão de apfelstrudel. Mas claro que uma 23 de maio abarrotada me separava do meu goal (sem contar os 30 minutos que levei pra chegar ali, cortar caminho pelo Bom Retiro até que foi boa idéia, mas depois tive que enfrentar Praça da República e a infame Rua Maria Paula que me lembra minhas épocas sanfranciscanas, eca).

Eu procuro manter a calma no trânsito, porque acho que pessoas nervosinhas xingadoras buzinadoras só deixam muito pior o que já é ruim. Confesso que, ontem, gritei de mim para mim apenas, e que o som de meus brados bárbaros de "eu odeio essa porra de cidade lixo inabitável" não transpuseram os limites do meu carrinho econômico. Não. Mas ainda assim, tem uma hora que cansa ficar gritando e a gente procura outras coisas pra "fazer" ao mesmo tempo em que tem que dirigir no pandemônio que parece ser sem fim.

Foi quando meu ipod lançou em meus ouvidos a pérola "We are the world", de janeiro de 1985 (portanto se você é muito novinho, nem perca tempo com este post), época em que Michael Jackson ainda era preto e reunia seus amigos para gravar músicas bregas beneficentes em prol da erradicação da fome na África (é, além da música ser ruim, não deu certo). Mas eu descobri que, numa noite de trânsito, pode ser muito útil ficar tentando descobrir, a título de brincadeira, quem é que canta cada verso da música. Claro que existem figuras óbvias, como o próprio Michael e o grande Stevie Wonder. e é claro, também, que você pode googlar o título e a Wikipédia te dá a lista bonitinha de quem cantou e quem não cantou. A menos que você tenha um daqueles blackberries super futurísticos (e não um celular pré-pago de R$80, como é meu caso), não vai poder colar da Wiki pra estragar a brincadeira, e deverá reconhecer vozes de emblemas da música americana como Kenny Rogers e Bruce Springsteen sozinho. Eu até que fui bem, exceto por achar que a Whitney Houston fez parte da brincadeira e por confundir LaToya com Janet Jackson (é que pra mim essa LaToya não sabia nem falar, quanto mais cantar alguma coisa). Tem Cindy Lauper gritando, tem Lionel Richie e seu bigode brega, enfim, grandes emblemas dos anos 80.

Vale dizer que o clipe é ainda mais divertido e que o título do post setve pra provar que, sim, BBB tem grande relevância social e ensina inglês como ninguém. Aqui temos uma das grandes sumidades intelectuais que costuma participar do programa dando sua própria versão do hit de 1985 - outra boa brincadeira para o trânsito é tentar aprender as "palavras novas" que a moça nos ensina.

6 comentários:

Marcelo disse...
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Marcelo disse...

Ei, eu moro na Barra Funda, ok?

Pode parar de avacalhar.

Blé.

Marcelo disse...

Ei, eu moro na Barra Funda, ok?

Pode parar de avacalhar.

Blé.

Marcelo disse...
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Marcelo disse...
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Marcelo disse...

Ah!

Prefiro o Nordeste Já

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nordeste_j%C3%A1

Ao menos tinha o Roger.