Tonight is the night.
Sim, amigos. A noite em que todo mundo fica feliz por obrigação. Em que uma histeria coletiva esquisitérrima toma conta do populacho e, de repente, tá todo mundo se entupindo de sopa de lentilha, sidra cereser e abraçando o próximo, ainda que nunca o tenha visto mais gordo e que ele tenha cheiro de cecê por baixo da camisa (branca, claro).
Faço questão de continuar detestando Réveillon. Vira-se a página do calendário e é só; no entanto, somos inundados por mensagens sem pé nem cabeça desejando-nos saúde, sorte e grana, como se tudo isso fosse bater à nossa porta só porque o ano mudou. Mudança de ano sequer significa estar um ano mais perto do diploma - quer dizer, quando muito, que faltam 365 dias a menos (e uns quebrados, se considerarmos os bissextos) pra aposentadoria e pra morte. Simples assim.
Pra não soar como uma vaca nojenta e mal-comida, contudo, deixo aqui minha mensagem de esperança. Sejam felizes, ou continuem sendo, não só porque hoje é trinta-e-um-de-dezembro e faltam uns minutinhos pra "chegada" do "ano novo" (e aspas nunca são demais). Abracem aqueles de quem vocês gostam todos os dias, e sintam-se à vontade para permanecer a uma distância segura de passantes fedidos. Comam mais sorvete e menos lentilha e, por favor, fiquem longe da sidra cereser.
E, se ser feliz estiver difícil, porque a vida é meio cocô mesmo, contem sempre com a ajuda do Fantástico Jaspion!
Feliz existência pra todo mundo, eu acho.